O TEMPO É O REFRESCO DA IMAGINAÇÃO

10/02/2013 17:33

 

O TEMPO É O REFRESCO DA IMAGINAÇÃO

            O tempo é como uma águia, o passado é como uma fênix e você uma  beija-flor no meio disso tudo. Pois o tempo voa rápido, o passado sempre ressurge e devemos observar parado no ar, mas em constante movimento, aguardando a hora certa. Assim caminha a humanidade aprisionada dentro de uma grande gaiola sem tempo tão necessário para encontrar-se consigo mesmo em direção à liberdade. Contudo, Chega um tempo na vida que a gente aprende que ninguém nos decepciona. Nós é que colocamos expectativas demais sobre as pessoas.  Cada um é o que é e oferece aquilo que tem e pode oferecer.

            Todo homem pode ser um peixe, e, na mesma condição, um grande pirarucu, entretanto, alguns, conduzidos pela sabedoria suprema, seria um grande predador distanciando-se das redes e arpões de pescadores no grande lagos da vida. 

            Se os pirarucus fossem homens, eles fariam construir resistentes  divisórias no lago para os peixes pequenos, com todos os tipos de alimentos dentro. Eles cuidariam para que as divisórias tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis. Se por exemplo, um peixinho ferisse sua aba, imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres são mais saborosos que os tristonhos.
            Naturalmente também haveria escolas nas grandes divisórias, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para atender aos caprichos naturais do pirarucu. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes pirarucus deitados preguiçosamente por aí.  A aula principal seria a “ideologia e consumo dos peixinhos”. Eles aprenderiam que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho e, que todos eles deveriam acreditar nos pirarucus, sobretudo quando esses dizem que cuidam do belo futuro dos peixinhos. Além disso, esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

            Antes de tudo, os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta ou marxista, porque denunciariam imediatamente aos pirarucus se qualquer um deles manifestasse essas inclinações. “Se por acaso houvesse guerra, as guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam aos peixinhos que, entre eles e os peixinhos de outros pirarucus, existem gigantescas diferenças,.Eles anunciariam que os peixinhos concorentes são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas. Sendo assim, impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosa, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói”.

            Haveria também entre eles uma arte, haveria belos quadros e os teatros do fundo do lago mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para a “boca” do pirarucu. A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para a ”goela” dos pirarucus sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos.
            Assim, se os pirarucus fossem homens, também acabariam com a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um “pouquinho maiores” poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos pirarucus. Pois eles mesmos obteriam assim,  maiores bocados para devorar e, os peixes maiores que deteriam os cargos, valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais e engenheiros da construção das divisórias e assim por diante.

 

Adaptação: Prof. José Augusto.



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