ANTAGONISMO

10/02/2013 17:44

 

O racha, rachado ou rachando

(Ilustração - google)

Reflexão -

            Não precisa falar sobre  Revolução Industrial ou Revolução Verde, pois as conseqüência por não haver um planejamento estratégico voltado para conter o impacto ocasionado por esses momentos econômicos, os resultados são praticamente irreversíveis. Isso porque a poluição não era foco da atenção da sociedade contemporânea. Com o crescimento acelerado e desordenado da produção e da população humana mundial, que resultaram na aceleração dos impactos e degradação ambientais, o resultado que se tem é a escassez de alguns recursos naturais. Surge então, recentemente, o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, fazendo do meio ambiente um tema estratégico e urgente. O homem começa a entender a importância da reformulação de suas práticas no meio ambiente. Infelizmente, mesmo sabendo que toda a matéria-prima utilizada nos processos produtivos é proveniente da natureza, a importância estratégica dos recursos naturais ainda não é bem desenhado, onde a ausência de políticas públicas e o desconhecimento por parte da população, não assegura o seu uso controlado e a sua gestão racional.

Realidade -

(Plantio de graviola - problema: o fruto não se desenvolve/ Cazumbá-Iracema)

            antagônico entre o preservar versus insatisfação social. Dessa forma, os conceitos mal explicado, inviabilizará o desenvolvimento humano e econômico de regiões especiais como o que ocorre no rio Caeté, zona de influencia geográfica da Reserva Cazumbá-Iracema, comprometendo as gerações atuais e futuras. O maior impacto é o social. Políticas comprometedora e extremistas, faz da necessidade de preservar, malabarismo. Essa região tem o maior foco de propagação ecológica, mas os incentivos de devolvimento colocam o Estado brasileiro no “fio da navalha” quando se verifica a deficiência na aplicação de ações motivadas pela aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável. Afinal, quais foram as metodologias aplicadas aos setores de produção primária e, que podem serem copiadas para aplicação em outras comunidades rurais? O modelo aplicado está longe do conceito. A metodologia operada na região nada mais é que, o engessamento de desenvolvimento sustentável. Esse modelo colocará aquela comunidade em curto prazo, no maior fiasco de desenvolvimento. Ainda não se sabe que tipo de produção destaca aquela comunidade, diferenciando-se de outras. De certo, talvez, há de se perceber no futuro, o reordenamento das metodologias associado ao verdadeiro conceito de extrativismo sustentável.  A possibilidade de usar tais meios, como no turismo ecológico ou a pesquisa do desenvolvimento de produtos fito-farmacológicos e ainda, produtos genuinamente florestal – carne de caça, óleos especiais, sabonetes etc., são apenas variáveis não presentes no contexto de sustentabilidade na região.

Paradigma -  

(Ilustração - google)

            Enquanto isso milhões de metros cúbicos de madeira saem da cidade de Sena Madureira, num verdadeiro festival de conceitual, denominado manejo florestal. O antagonismo de conceitos é tão ridículo que para ser chamado de desenvolvimento sustentável com responsabilidade social deveríamos termos instalados no município pelo menos um escritório com capacidade de se comunicar em três línguas para manter a comunicação com os clientes nos continentes americano, europeu e asiático. Pois certamente, a madeira retirada estaria sendo beneficiadas em larga escala industrial, produzindo móveis especiais para atender os desejos de clientes também especiais economicamente. Isso, para não ser antagônico teríamos que estarmos aguardando ansiosamente uma montadora automobilista. Afinal, não temos aço, universidades desenvolvendo ciência e tecnologias de produção e nem somos o maior produtor de borracha. Talvez porque tenha havido aí, o rompimento do conceito de que as grandes industrias não precisem se localizar próximo da concentração  de matéria-prima por conta da malha rodoviária mas, tenha que está próximos aos portos. Ora, se esses grandes centros não cometem o “pecado ecológico” por estarem produzindo móveis de madeiras retiradas de Sena Madureira, porque não se determina mecanismos legais para essas empresas virem se instalar no município. E a malha viária? Sim, é possível que temos que refletir sobre a energia. E a integração com Porto Velho-RO? Claro, não podemos deixar de considerar o contingenciamento do mercado consumidor. Será que os móveis produzidos a partir da madeira das florestas de Sena Madureira são para o consumo de brasileiros? Se a madeira retirada da Floresta Amazônica for para atender os caprichos de grandes corporações comprometidas com o consumo internacional, temos que tomar uma decisão:” eles ficam com a produção de bens de consumo a base do trigo, soja, aço, carne e outros e, nós ficamos com o parque industrial para produzir bens a partir da madeira. Tragam os fornos, equipamento e a lista de clientes  e deixem o resto conosco...”.

Contexto -

(imargem - google)

             Entretanto, a preservação dos recursos naturais se torna impossível, frente à falta de saneamento básico, particularmente o tratamento dos resíduos sólidos urbanos e do esgoto doméstico/comercial, principais responsáveis pela poluição ambiental. Apesar da melhoria na coleta de tais resíduos, a falta de destinação adequada para os mesmos consiste em um dos maiores entraves para vincular o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza, gerando graves impactos de ordem sócio-econômica e ambiental. Desse ponto de vista, poderíamos elaborar uma tabela apontando o descompasso do conceito de sustentabilidade quando se percebe que o poder que elabora leis de preservação é o mesmo que permite o desastre ambiental quando o subsolo e o “lixo” é a relação viável e que, na verdade, esses matérias  deveriam serem chamados de matéria-prima destinada ao prejuízo econômico sob pressão da exploração dos recursos naturais. Joga-se nos lixões: plásticos, borrachas, os mais diversos metais (cobre, bronze, alumínio, aço), papel e restos orgânicos.  Tudo material que poderia ser destinado ao reaproveitamento.

Desafios -

(Ilustração - google)

            O consumismo desenfreado, por exemplo, é um grave problema que precisa ser encarado de frente, quando se tem em mente a preservação dos recursos naturais. A falta de consciência por parte da sociedade faz com que inúmeros utensílios sejam fabricados em larga escala e descartados logo em seguida por outros mais avançados. Esta dinâmica exige a utilização de matéria-prima específica, que não raro, implica em devastação do ambiente para acessar as reservas desses minérios: o rápido descarte destes produtos, sem reciclagem, significa mais “lixo” (matéria-prima) descartado no ambiente.
            Agindo dessa maneira, todos os dons recebidos pelo homem, por intermédio de seu conhecimento da natureza e de seus progressos advindos do desenvolvimento tecnológico nos mais diversos setores, tais como a química, a informática e a medicina, tudo aquilo que parecia poder atenuar o sofrimento humano e melhorar sua vida, tende, por um espantoso paradoxo, a arruinar a humanidade. Ela ameaça fazer algo que, normalmente, não costuma acontecer em outros sistemas vivos, ou seja, sufocar a si mesma. Enquanto isso, comunidades desprovidas do conhecimento, assistência política adequada,  sobretudo associada às condições sociais e econômica viáveis e adensadas, permite um aculturamento de modelos equivocados. Boa parte das propriedades tem nos seu proprietários, indivíduos intimamente urbanos. As propriedades não produzem sequer o mínimo do modelo rural padrão. Não produzem feijão, arroz e milho. Não produzem frutas como laranja, mexerica, limão, mamão, tomate e outros. Pois esses produtos estão disponíveis nos supermercados.

            Por outro lado, há financiamentos públicos mantendo estruturas de empenho para reflorestar as áreas que o Estado brasileiro, recentemente, motivou à transformação da floresta em cinzas porque não tinha sequer, políticas públicas voltadas para o aproveitamento da madeira. Talvez seja porque essas áreas por terem recebidos tantos incentivos (estudos e zoneamento estratégico, pavimentação de ramis, treinamento e técnica cultivo, ordenamento de mercado e financiamento para produção em larga escala) e, havendo a saturação de produtividade que permitiu seu povo sair da miséria em que foram colocados, agora os “barões agropecuários” que, no passado eram seringueiros e colonos, tenham consciência e certamente, irão recuperar as áreas que no passado foram desmatadas por conseqüência de políticas equivocadas.  
            Por estas questões, talvez , tenham tenha compreendido que  gestão e a preservação dos recursos naturais devem ser vistas como estratégica para o desenvolvimento sustentável. Questões como saneamento básico necessita de mais atenção por parte das autoridades competentes. Entretanto, há de se considerar, que a conservação da natureza e dos recursos naturais, dos quais todos nós dependemos, será fruto, principalmente, da tomada de consciência individual no que diz respeito ao nosso modo de vida e suas implicações e conseqüências sobre o meio ambiente. Desconsiderar todos os aspectos sociais, políticos e econômicos será um desastre a ser narrado pela história que nos envergonhará.
 

Prof. José Augusto.



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